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Detroit, fé e superação: o novo ciclo de Aldo para reconquistar o título

01 de Dezembro de 2017

Nós, seres humanos, gostamos de procurar explicações para as coisas que acontecem em nossa trajetória, e por isso é comum dizermos que a vida é feita de ciclos. Alguns afirmam que a cada sete anos, sua vida muda. Se isso for verdade, a matemática bate e pode ser favorável para José Aldo.

Há pouco mais de sete anos, em novembro de 2010, Aldo foi coroado o primeiro campeão peso-pena do UFC em uma cerimônia que aconteceu antes do UFC 123. Aos 24 anos na época, o manauara - que reinava o peso-pena do WEC - iniciou a sua era nos 66 kg do Ultimate.

Foram sete defesas de título consecutivas, até a fatídica luta contra Conor McGregor no UFC 194, em dezembro de 2015. Desde então, diversas frustrações e a entrada em uma zona de conforto tiraram de Aldo a motivação para continuar a se dedicar ao esporte.

Isso até o dia 3 de junho de 2017. O dia em que Aldo, o Rei do Rio, foi novamente destronado, agora na cidade que adotou para si. Max Holloway venceu o manauara com um nocaute técnico no terceiro round na luta principal do UFC 212.

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Existem derrotas e derrotas, e aquela certamente se encaixa na categoria das mais dolorosas. Imagine você saber que está na frente no placar na primeira defesa do título que acabou de reconquistar e, de repente, tudo vai por água abaixo.

Foi um baque. Porém, desta vez, algo mudou dentro do lutador. Ele resolveu não ficar parado. Aldo competiu em um torneio de jiu-jítsu, e depois passou um tempo nos Estados Unidos aprimorando seu boxe. Logo o retorno foi marcado: um duelo de três rounds contra Ricardo Lamas, um passo relativamente pequeno no caminho de volta ao topo.

Mas a vida é cheia de surpresas.

Um dia Aldo estava em casa com seu treinador Dedé Pederneiras, e o técnico recebeu uma mensagem de um jornalista perguntando se sabia da novidade. Frankie Edgar, que enfrentaria Max Holloway, havia se machucado e estava fora do UFC 218. O campeão precisava de um novo adversário, e o brasileiro foi o escolhido.

E assim, Aldo retorna a Detroit. Quem crê em ciclos de vida e alinhamento de estrelas pode enxergar isso como um sinal. O brasileiro, ao menos, parece acreditar nisso.

"Me lembrei de tudo que passei aqui, de quando me tornei campeão. Deus me colocou novamente nessa cidade para eu conquistar, de novo, o título".

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