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Alex Cowboy: "Vai ser uma honra trocar porrada com o Carlos Condit"

12 de Abril de 2018

Em 2015, o carioca Alex Oliveira chegou ao UFC como substituto de última hora para enfrentar Gilbert Durinho. Menos de um ano depois, lá estava ele novamente assumindo um compromisso com poucos dias de antecedência - desta vez, uma luta principal contra o consagrado Donald Cerrone.

A condição de “substituto de emergência” tem sido frequente na carreira de Alex Cowboy por dois motivos principais: ele aceita qualquer adversário e sempre faz lutas empolgantes.

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E neste sábado (14), mais uma vez o brasileiro mergulhou de cabeça em uma complicada missão: entrar na vaga de Matt Brown para encarar ninguém menos que o ex-campeão interino dos meio-médios Carlos Condit na luta co-principal do UFC Glendale.

“Eu sou o tipo de cara que não espera a luta aparecer para treinar, estou sempre treinando”, disse Cowboy em conversa com a reportagem do UFC Brasil, “Quando aparece luta, a gente tem que estar preparado”.

E o “sempre” de Cowboy é quase literal. Após sair lesionado da guerra contra Yancy Medeiros em dezembro, na qual foi derrotado por nocaute técnico no terceiro round, ele pouco esperou para voltar aos treinos, e já estava ansioso para pisar novamente no octógono.

“Operei o nariz e fiquei um mês e pouco sem treinar. Depois o médico me liberou para fazer sparring e quando comecei a fazer já falei que estava me sentindo bem, não estava mais sentindo o nariz, e demorou um pouco para aparecer uma luta, mas apareceu”, disse, “Estava querendo lutar, fiquei um tempo parado, então queria brigar, e me deram o Carlos Condit então ‘vamo que vamo’”.

Se Alex vem de derrota em sua última luta, Condit amarga uma dura sequência de três reveses consecutivos no octógono, contra Robbie Lawler, Demian Maia e, mais recentemente, Neil Magny.

Segundo o brasileiro, isso pode interferir na postura do norte-americano no combate.

“Ele está vindo de três derrotas e eu também estou vindo de derrota, então ninguém quer sair perdendo. No meu cálculo, acho que ele vai vir mais centrado, mais ciente, vai esperar para me contra-atacar, então também vou na boa. Se ele vier, eu vou”, analisou.

Mas independentemente de estratégia, tempo de preparação e contexto do duelo, Cowboy está apenas contente por voltar a fazer o que mais gosta, principalmente contra um adversário de quem é fã confesso.

“Vai ser um lutaço”, previu, “Ele é trocador, eu também sou, vai ser uma grande luta. Vai ser uma honra trocar porrada com o Condit”.

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