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Brasileiros se dão bem quando disputam dois cinturões em um mesmo evento

11 de Maio de 2017

O UFC 211, neste sábado, terá um gosto especial para os fãs brasileiros, já que Junior dos Santos, o “Cigano”, e Jessica Andrade, a “Bate-Estaca”, disputarão os cinturões de suas respectivas categorias nas duas lutas principais do evento.

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Esta situação - em que dois brasileiros brigam por títulos em um mesmo evento - não é inédita, e, nas duas vezes em que aconteceu, nossos atletas tiveram muitos motivos para comemorar.

UFC 169

A primeira foi em fevereiro de 2014, quando os então campeões e parceiros de treinos Renan Barão e José Aldo defenderam seus títulos na mesma noite.

Aldo fez a luta co-principal do evento encarando Ricardo Lamas e, na ocasião, não teve problemas para superar o norte-americano com boa vantagem por decisão unânime dos jurados.

Em seguida foi a vez de Barão subir ao octógono para realizar sua primeira - e que acabou sendo única - defesa do cinturão linear dos galos, em revanche contra a lenda Urijah Faber. O brasileiro, que já havia vencido Faber dois anos antes por decisão, fez ainda melhor e encerrou o duelo com nocaute técnico ainda no primeiro assalto.

UFC 200

A segunda vez em que dois brasileiros disputaram cinturões em um mesmo evento foi há menos de um ano, no lendário UFC 200.

José Aldo estava novamente envolvido, e realizou revanche com Frankie Edgar no evento, em duelo pelo título interino dos pesos-pena. Pela segunda vez na carreira, o manauara superou o ex-campeão dos leves e saiu do octógono voltando a vestir o cinturão da categoria.

Já na luta principal da noite, a brasileira Amanda Nunes desafiou a campeã peso-galo Miesha Tate, que fazia sua primeira defesa de título no Ultimate, e não deu a menor chance para “Cupcake”, castigando Miesha em pé e fechando a conta com um mata-leão ainda no primeiro round.

UFC 211

No próximo sábado, Cigano e Bate-Estaca desafiam Stipe Miocic e Joanna Jedrzejczyk, respectivamente, pelos cinturões dos pesos pesado e palha. Cigano já possui uma vitória sobre Stipe no currículo, enquanto Jessica defende sua invencibilidade desde a mudança de categoria, em 2016. A missão não será fácil, mas os brasileiros, pelo menos, já têm um bom retrospecto a seu favor.