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Cris Cyborg fala sobre desafios e como superou as dificuldades para ser campeã

30 de Novembro de 2017

Quem assiste Cris Cyborg vencendo suas lutas com nocautes sensacionais e levantando o seu cinturão de campeã do UFC nem sempre sabe das dificuldades que a brasileira já passou até chegar neste nível. Quando se mudou para os Estados Unidos, por exemplo, ela não tinha uma boa condição financeira e chegou a dormir dentro do seu carro antes das lutas.
Depois de muito suor e inúmeros treinos, a carreira de Cris Cyborg decolou e hoje ela é um dos principais nomes do MMA mundial. A brasileira está escalada para enfrentar a norte-americana Holly Holm no UFC 219, dia 30 de dezembro, em Las Vegas, em um dos eventos mais tradicionais e importantes do ano.

Apesar de viver um momento profissional excelente, Cyborg continua acordando cedo para correr cerca de 10 quilômetros antes de começar o seu treino, não falta a nenhum dia na academia e sempre faz questão de cuidar da alimentação. Além de se sentir bem, ela explica que faz tudo isso para ajudar os fãs que estão passando por dificuldades.

“Eu usava todas as dificuldades que apareciam na minha vida para me motivar, hoje sei que minha carreira motiva as pessoas. Meus fãs passam por todas as complicações que eu passei, mas eles não desistem e passam por cima disso”, disse a brasileira.

Com um cartel de dezoito vitórias e uma derrota aos 32 anos, Cris Cyborg tem certeza que não pretende parar de lutar em breve e garante que, diferente de vários outros campeões do Ultimate, não pensa em se aposentar sem nunca ter perdido no torneio. Para ela, o mais importante é seguir trabalhando na academia e vencendo dentro do octógono.

“Vou continuar treinando forte, não vou deixar a gama e o dinheiro entrarem na minha cabeça e mudarem quem eu sou, mudarem o meu foco. Quero continuar fazendo grades lutas e manter o cinturão por muito tempo”.

Falando em defender o cinturão, a luta contra Holly Holm será a primeira vez que Cyborg colocará seu título em jogo – ela se tornou campeã em julho de 2017, ao nocautear Tonya Evinger no terceiro round do UFC 214. Acostumada a vencer suas lutas com um agressivo jogo de trocação, a faixa preta de jiu-jitsu sabe que o caminho mais fácil para sair vitoriosa pode ser levar o confronto para o chão.

“A Miesha mostrou o caminho mais fácil ao finalizar a Holly. Eu gosto da luta em pé, gostaria de nocautear, mas, se surgir a oportunidade de levar para o chão e finalizar, vou fazer”.