Menu

Por reabilitação, Dhiego Lima promete "meter a mão" em Yushin Okami

11 de Abril de 2018

Duas vezes vice-campeão do The Ultimate Fighter, o brasileiro Dhiego Lima está a um passo de se tornar um atleta de destaque na divisão dos meio-médios do UFC. Mas este passo está demorando mais do que ele gostaria.

Em sua segunda passagem pelo Ultimate, o goiano de 29 anos tem um retrospecto de uma vitória e quatro derrotas no octógono, mas acredita saber o que é preciso para começar a vingar na organização neste sábado (14), quando enfrenta o veterano Yushin Okami no UFC Glendale.

“É chegar lá e meter a mão”, disse Dhiego em entrevista à reportagem do UFC Brasil, “Acho que tudo tem sua hora. Todas as derrotas foram para eu aprender e creio que agora é minha hora. Antigamente eu ficava muito alegre por estar aqui, agora é trabalho. Eu tenho um trabalho a fazer, só estou preocupado com o Okami e vamos lá”.

Mais UFC Glendale: As promessas do eventoConfira o card completo

Mas as derrotas o desestabilizaram? Como está a confiança?

“Está 100%. Uma oportunidade dessas, se você vier menos que isso não vai ter jeito, o ‘bicho’ é duro. O passado é passado, estou de olho no futuro”, disse.

Mas além de ter a cabeça no lugar, Dhiego sabe que precisa também de uma estratégia bem executada para superar o ex-desafiante ao cinturão dos médios, Yushin “Thunder” Okami.

O japonês de 36 anos, que tem no currículo duelos contra nomes do calibre de Anderson Silva, Ronaldo Jacaré, Rich Franklin, entre outros, retornou ao Ultimate no último mês de setembro, entrando de última hora em uma luta principal contra Ovince Saint Preux pelos meio-pesados.

De volta à divisão até 77kg, Okami quer mostrar que ainda tem lenha para queimar na organização, enquanto Dhiego pretende provar que é o rosto da renovação.

“Ele já está há muito tempo nas lutas, então o negócio é botar pressão nele. Ele gosta de fazer uma luta no ritmo dele, mais devagar, gosta de fazer o mínimo que puder para ganhar, então eu tenho que ir lá e não parar. Tenho que botar o meu ritmo. Vou botar pressão nele desde o começo e ir para cima”, disse o brasileiro, “É hora de mostrar onde eu mereço estar. Quero estar no Top 15 logo depois desta luta”.

E se o plano de chegar aos rankings não se concretizar desta vez, Dhiego já quer uma nova chance em breve. Para fazer de 2018, de fato, o ano de sua redenção no octógono, ele planeja pisar muitas outras vezes no octógono ainda.

“Meu plano é vencer essa e já lutar novamente. Meu plano é lutar outra vez em junho, julho”, disse, “Perdi muito tempo esse ano, então tenho que recuperar e lutar uma atrás da outra. Fiz isso na casa (do TUF), lutei três vezes em quatro semanas, então isso para mim não é problema. Já descansei bem esse ano, então agora é começar e ir até o fim do ano lutando”.

Assine o Combate | Siga o canal do UFC no YouTube