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John Lineker quer oponente "acreditando que aguenta porrada" no UFC 224

11 de Abril de 2018

Como diz o ditado, “são precisos dois para dançar o tango”. Portanto, para que o brasileiro John Lineker consiga impor o estilo de luta que gosta e mostrar por que seu apelido é “Mãos de Pedra”, o brasileiro precisa de um oponente que esteja disposto a trocar golpes, como ele.

E é exatamente essa expectativa que ele tem para seu próximo duelo, contra o norte-americano Brian Kelleher, dia 12 de maio no UFC 224, no Rio de Janeiro.

“Como em todas as lutas, eu busco a trocação, busco sempre o nocaute. Acredito que para isso acontecer novamente, ele precisa continuar acreditando que aguenta porrada, porque já falou que não tem medo dos meus socos”, disse Lineker em conversa com a reportagem do UFC Brasil, “Acho que ele tem que continuar com esse pensamento de querer trocar porrada. Mas acredito que meu chão também é melhor que o dele, caso precisar”.

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Vindo de vitória sobre Marlon Vera em outubro, Lineker, o atual sexto colocado na divisão peso-galo, vai encarar mais uma vez um adversário que ainda busca se estabelecer no ranking da categoria.

E apesar de esse não ser o cenário ideal para ajudá-lo a se aproximar de uma disputa de cinturão, o atleta de 27 anos não tem dúvida de que precisava aceitar a oportunidade.

“Estou precisando lutar. Tenho cinco filhos para dar de comer”, disse Lineker, rindo, “Fiquei muito tempo parado e surgiu essa oportunidade de ele ter me desafiado. Independente de ranking, eu precisava lutar novamente. Tive problema no ano retrasado, fiquei 10 meses parado, aí lutei com o Marlon Vera e tive outro problema, uma bactéria. Por isso, precisava voltar e aí surgiu essa oportunidade, ainda mais por ser no Brasil, estou mais feliz ainda”.

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Kelleher chegou ao UFC apenas em 2017, mas tem se mantido ocupado no octógono. Neste período, ele fez quatro lutas, saindo com o braço erguido em três ocasiões - sendo duas delas contra os brasileiros Iuri Marajó e Renan Barão.

Após a vitória contra Barão, Kelleher fez o desafio a Lineker e decidiu se promover como uma espécie de “exterminador de brasileiros” do peso-galo, o que o paranaense não leva como uma provocação pessoal.

“Ele quer o espaço dele como todos que querem o título. Acredito que ele está fazendo isso para ganhar uma moral, mas estou na frente dele, então ele vai ter que trabalhar bastante para conseguir chegar ali”, disse Lineker, “Sou um cara que não gosta muito de ficar nesse tipo de ‘trash talking’, de ficar se xingando. A gente vai resolver isso no octógono dia 12”.

Caso emplaque o segundo triunfo consecutivo, e o sexto em sete lutas como peso-galo, Lineker, cuja única derrota na categoria veio pelas mãos do atual campeão TJ Dillashaw, acredita que, mesmo contra um oponente de menor expressão, estará dando um grande passo rumo ao sonhado title-shot.

“Acredito que com uma vitória convincente sobre o Brian eu volte a trilhar meu caminho pelo título”, disse, “É claro que vai ser uma luta dura, mas preciso de uma luta convincente, mostrar para o UFC que estou preparado para disputar o título. Acredito que não será essa luta que vai me jogar ali, mas com essa e mais uma acredito que vou disputar o título”.

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