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Pontos de discussão do UFC 222

05 de Março de 2018

Ao encerrarmos o expediente em uma noite selvagem em Las Vegas, o UFC 222 deixou os espectadores com muito para refletir. Uma campeã nos mostrou mais uma vez como é uma campeã, um desafiante nos mostrou o que acontece quando você negligencia ele onze vezes, uma peso-galo invicta fez seu nome e as comportas do movimento da juventude estouraram.

Estes são os pontos de discussão do UFC 222.

A imparável Cyborg

Houve um momento, por mais breve que fosse, quando Yana Kunitskaya teve Cris Cyborg no clinch e fez alguns presentes se perguntassem se talvez ela estivesse prestes a surpreender o mundo. Mas quando os golpes da campeã começaram a entrar, e sua oponente visivelmente sentia cada um, o foco voltou para a realidade.

É hora de parar de usar palavras como "indiscutivelmente" ou "talvez": Cyborg é a melhor artista marcial feminina de todos os tempos. Seu domínio e sua habilidade são tão completos que falta a imaginação necessária para conjurar como seria uma derrota. Quem tem esse nível de jogo?

Há uma lutadora que vem à mente e, depois de sábado, parece mais realista do que nunca. "(Amanda) Nunes quer a luta, (Cyborg) quer a luta, eu quero a luta", disse Dana White na coletiva de imprensa. "Essa é a luta para fazer".

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A chegada de Brian Ortega

Os fatos de Brian Ortega estar invicto em sua carreira profissional e ter terminado todas as lutas do UFC ainda não eram suficientes para conquistar o respeito das massas no sábado. Quão rápido as coisas podem mudar.

"Eles disseram que não seria capaz de vencer Tavares. Eu fiz e eu acabei com a luta", explicou Ortega no início da semana. "Eles disseram que não terminaria contra Diego Brandão, e terminei. Eles disseram que Clay Guida nunca foi nocauteado. Eu fiz isso. Eles disseram que não passaria por Cub Swanson, e também fiz isso".

Se Ortega está acostumado a ser subestimado, sábado pode ter permanentemente colocado esses dias para trás. O uppercut do primeiro round o cimentou como o primeiro lutador a nocautear a lenda Frankie Edgar, e a performance criou uma das mais esperadas lutas de título do peso-pena desde que certo irlandês estava na divisão.

"Quando (Holloway) estiver liberado", confirmou Dana White, "vamos fazer essa luta imediatamente".

Fenômeno

Já classificada como nº 5 na divisão peso-galo feminino, Ketlen Vieira passou de seus dias como uma mera "concorrente perigosa" para uma possibilidade realista para uma disputa de título.

As papeletas de alguma forma deram-lhe uma decisão dividida, mas para qualquer um que assistiu, nunca foi perto disso. Vieira estava calma, equilibrada e tática em todas as áreas, não sentindo o menor inconveniente de emoção ou frustração em seu caminho para estragar o retorno de Cat Zingano com um jogo positivamente implacável.

Como Ortega, Vieira é invicta e já não será possível desconsiderar sua ameaça à divisão. "Fenômeno" já está sendo cogitada como uma oponente futura para Amanda Nunes e até Cyborg, e depois do UFC 222, há cada vez menos razões pelas quais isso não deveria acontecer.

Os jovens são o futuro

Ambos Ortega e Vieira fazem parte de um grupo que se desenvolveu rapidamente em 2018 e atingiu um ápice inegável no UFC 222: a próxima geração de talentos chegou.

Ex-participante do Contender Series, 'Sugar' Sean O'Malley já cultiva uma legião de seguidores em apenas duas lutas de seu contrato. Mas longe de ser apenas uma personalidade carismática, O'Malley é um lutador legítimo e mostrou isso na Luta da Noite contra Andre Soukhamthath, na qual venceu apesar de uma lesão na sua perna que lhe rendeu a já histórica entrevista deitado no Octógono.

A promessa MacKenzie Dern fez sua tão aguardada estreia no UFC no sábado, e apesar da luta contra Ashley Yoder mostrar alguns erros de novata em sua trocação, sua habilidade no jiu-jítsu ficou evidente em uma derrubada no terceiro round, assumindo o controle final da luta. Tão humilde na vitória quanto é humanamente possível, não é segredo por que ela foi muito cobiçada por várias organizações. Seu talento bruto, QI de luta e a personalidade são bons para seu futuro no esporte.

O som que você ouviu quando Beneil Dariush caiu era o barulho de centenas de milhares de dedos que digitavam "Alexander Hernandez" em sites de busca. Vinte e quatro horas depois, a divisão certamente sabe quem é o homem que precisou de 42 segundos para despachar um sempre perigoso Dariush. Aceitando a luta com apenas uma semana de antecedência, é difícil uma estreia no UFC ser tão boa quanto foi a de Hernandez.

Junte essas apresentações com o recente surgimento de jovens talentos inegáveis ​​como Israel Adesanya, Tai Tuivasa, Zabit Magomedsharipov, Tyson Pedro, Curtis Millender e vários outros, e você terá a resposta para quando perguntarem sobre a nova geração de lutadores. 

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