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Promessa em 2017, Borrachinha vai buscar "status de realidade" em 2018

09 de Janeiro de 2018

Paulo Borrachinha sempre passa a impressão de ser um lutador bastante confiante e plenamente ciente de suas capacidades, o que de fato é, mas chegar ao Ultimate e vencer as três lutas que fez, todas por nocaute, em seu primeiro ano na organização, até para ele foi uma grata surpresa.

“Foi melhor do que minha melhor previsão”, disse Borrachinha, em conversa com a reportagem do UFC Brasil, sobre seu primeiro ano na organização, “Quando fiquei sabendo que ia lutar no UFC, planejei fazer três lutas, mas não achei que ia chegar tão bem no final do ano como cheguei, em termos de ranking, três nocautes, três lutas boas. Foi realmente melhor do que as expectativas que eu tinha. Foi um ano perfeito”.

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A luta mais longa do brasileiro em 2017 - e também de sua carreira, foi sua última, contra o ex-campeão Johny Hendricks, vencida a 1m23s do segundo round.

Tamanho domínio sobre os adversários rendeu ao brasileiro a 15ª posição no ranking dos pesos-médios, e alimentou o desejo de começar 2018 encarando desafios ainda maiores.

“Pessoalmente, gostaria muito de lutar contra o Vitor Belfort”, disse, lembrando que o “Fenômeno” tem compromisso marcado para este domingo (14) contra Uriah Hall no UFC St. Louis, “Ele disse que vai se aposentar, eu acho que não, principalmente se ganhar, o que eu acho que é quase um milagre. Torço para que ele ganhe, e se por algum milagre ganhar, adoraria aposentar ele. Quero lutar com alguém de nome, Belfort, Chris Weidman, por exemplo”.

Se o nome do próximo adversário já está na ponta da língua, a data para o retorno também. Se recuperando de uma lesão, o brasileiro acredita que estará apto a voltar dentro de alguns meses, e promete chocar com sua próxima performance.

“Quero lutar em abril. Estou cuidando de uma lesão no pé, acho que abril é perfeito para voltar no meu ápice”, disse, “Ainda não mostrei meu 100%. O pessoal fala muito da minha parte física, mas cheguei apenas em 80%. Nessa próxima luta vou ter três meses para treinar e vou chegar a 100%. Ninguém vai entender nada. O pessoal já fala que eu uso esteroides, vão falar muito mais, porque vão ver de verdade do que minha genética e meus treinamentos são capazes”.

Descrito por Dana White como “uma estrela em ascensão”, o mineiro de 26 anos sabe que é difícil manter os pés no chão com toda expectativa gerada ao seu redor, mas não se sente pressionado, pelo contrário; para ele, ser uma promessa é uma motivação a mais, pois mostra que apenas parte do caminho foi percorrido até aqui.

“Não é fácil (ser tratado como grande promessa), porque a gente pode acabar caindo em uma armadilha de comodidade”, disse, “Quando a gente é elogiado, você pode acabar achando que já está bem e não continuar evoluindo, mas sei lidar com isso bem, não afeta meu planejamento de subir ainda mais. Como já cheguei no status de promessa, quero alcançar status de campeão, de realidade. Isso me dá combustível”.

E já que início de ano é sempre tempo de fazer planos, eis aqui os desejos para 2018 do ambicioso Paulo Borrachinha: “No final de 2018, pretendo ter feito mais três lutas, começando em abril, e quero ver meu nome como o principal desafiante ao título, ou até estar com o título, dependendo de como as coisas acontecerem”.

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