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Quatro motivos para não perder o UFC 221

08 de Fevereiro de 2018

Diferentemente de muitos países onde ainda busca afirmação na consciência cultural, o MMA é de longe o esporte de combate mais popular na Austrália e um dos mais populares entre todos. Uma versão antiga do MMA chamada “All-in”, nascida de demonstrações de jiu-jítsu, era popular nacionalmente mesmo antes dos anos 1920.

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O amor dos australianos pela luta já seria chão suficiente para a realização de um grande evento da maior organização de MMA do mundo, mas a razão para a visita do UFC ao país é muito maior.

Aqui estão os motivos para não perder o UFC 221: Romero x Rockhold.

Uma lenda viva em ação

O veterano Mark Hunt vai fazer a luta co-principal do evento, e pelo que ele diz, esta pode ser uma de suas últimas três lutas.

Aos 43 anos, ele já está no esporte há mais tempo do que muitos ousariam sonhar, tendo vencido nomes como Wanderlei Silva e Mirko Filipovic nos dias de PRIDE, e ele ainda traz o  suficiente ao octógono em 2018 para ser o quinto colocado no ranking dos pesos-pesados.

Mesmo seu oponente, o nono colocado Curtis Blaydes é grato pela chance de enfrentar o “Super Samoano”, comparando a trajetória de Hunt no MMA à de lendas da NBA como Michael Jordan e Charles Barkley.

“Já posso me ver desviando de um uppercut e pensando comigo mesmo, ‘Meu Deus, eu acabei de escapar de um uppercut do Mark Hunt”, disse Blaydes recentemente ao  MMA Junkie, explicando que a luta com Hunt é como uma chance de conhecer as próprias habilidades.

Hunt citou Francis Ngannou, Stipe Miocic e Fabricio Werdum como oponentes que ele gostaria de enfrentar antes de se aposentar. Mas primeiro vem Blaydes no país vizinho ao do neo-zelandês. Se 2018 realmente for o último ano em que o veremos lutar (e lutar em alto nível), vamos aproveitar a viagem.

Fome e vingança na divisão dos médios

Quando Robert Whittaker foi diagnosticado inapto a participar da luta principal original do UFC 221, isso foi um baque não apenas para os fãs locais que estavam ansiosos para ver o primeiro campeão australiano do UFC defender seu cinturão, mas também para Luke Rockhold, que tem sofrido pela chance de recuperar o título desde que Michael Bisping o venceu em uma das maiores surpresas da história do UFC.

Sofrendo da mesma forma pela recente derrota (para Whittaker), o primeiro colocado no ranking Yoel Romero não era apenas um substituto lógico, mas um que encaixa perfeitamente para uma excelente luta principal.

Lutando pelo título interino e pelo duelo contra Whittaker, Rockhold e Romero são o yin e yang do wrestling e poder de nocaute. Enquanto Romero tem vantagem no chão e Rockhold em pé, nenhum dos dois pode ser subestimado em nenhum aspecto do jogo. Em particular, seis das últimas oito vitórias de Romero foram por nocaute.

Com Georges St-Pierre abrindo mão do cinturão peso-médio um mês após conquistá-lo, Rockhold e Romero sabem que seus objetivos finais estão mais próximos do que nunca, e apenas um deles sairá com a chance de ser campeão linear. Espere essa fome refletir nas performances deles.

Introduzindo o “Stylebender”

Uma das novas adições ao plantel do UFC chega com merecida expectativa. O nigeriano Israel Adesanya tem 11 nocautes em sua carreira profissional… em 11 lutas.

Competindo pela Nova Zelândia, Adesanya aprendeu a lutar por uma necessidade prática de se defender. Ele diz que era pequeno durante sua juventude e sofreu bullying de forma impiedosa, e apesar de nunca visualizar se tornar um lutador, suas habilidades no cage eram muito naturais para serem ignoradas.

Assim como teve que conquistar o respeito de quem o atormentava, Adesanya terá que conquistar o respeito do público do UFC, que pouco liga para a expectativa. Sua estreia na organização será contra Rob Wilkinson no card preliminar em Perth. Wilkinson carrega um  cartel de 11-1 e um instinto para acabar rápido com suas lutas, além de ter a vantagem de lutar em casa.

Mas após ter recentemente ficado no corner de seu compatriota Dan Hooker no UFC 219, Adesanya não parece preocupado. Em entrevista ao NZ Herald, ele fala sobre a experiência: “Caminhei atrás dele e percebi que já fiz isso  antes… essa é só outra organização - um cage diferente, a mesma energia”.

Australianos, australianos em todo lugar

O plantel australiano do UFC é tão ameaçador e formidável quanto o de qualquer outro país, e boa parte desse plantel estará em ação em Perth. Além do já mencionado Rob Wilkinson, Tai Tuivasa traz seu cartel invicto de volta ao octógono após um incrível nocaute com uma joelhada voadora sobre Rashad Coulter em novembro. Jake Matthews faz sua segunda luta seguida em casa após uma vitória na Luta da Noite em Sydney, em novembro. Conhecido por entrar no octógono ao som de Mariah Carey, o prospecto meio-pesado Tyson Pedro busca vingar a única derrota de sua carreira ao encarar Saparbek Safarov na primeira luta do card principal. Damien Brown busca encerrar a sequência de vitórias de Dong Hyun Kim. E finalmente, Alexander Volkanovski, que não perde desde 2013, enfrenta o invicto canadense Jeremy Kennedy.

Aos risos ao longo do Media Day do UFC 221, os lutadores australianos demonstraram camaradagem e afinidade maiores do que simplesmente por terem nascido no mesmo país.

Tai Tuivasa, em particular, falou frequentemente sobre o que ele chamou de “Tomada Poli”, em que atletas polinésios de todos os esportes, em especial o MMA, estão fazendo seus nomes, apesar de serem relativamente poucos em comparação à população mundial. “É real”, ele me disse, lembrando a todos de que “Max Holloway, Mark Hunt e Robert Whittaker” se encaixam nessa categoria.

Para os não crentes, estes lutadores confiam na chance de mostrar o que querem dizer neste sábado à noite.

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