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Raio-X: Eddie Alvarez x Dustin Poirier

30 de Julho de 2018

Pouco mais de um ano após o primeiro combate terminar em um insatisfatório No Contest (sem resultado), Dustin Poirier reencontrou Eddie Alvarez no último sábado, na luta principal do UFC Calgary, e deu sequência ao seu ótimo momento na divisão peso-leve despachando o ex-campeão por nocaute técnico no segundo round. Confira alguns detalhes de como se construiu esta vitória.

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Variação

Em um primeiro round equilibrado, o ex-campeão conectou 18 golpes (com aproveitamento de 38%), contra 20 do adversário, que teve mais volume e menos precisão, acertando apenas 31%.

A grande diferença foi o alvo: enquanto Eddie diversificou mais seus ataques, colocando cinco golpes na cabeça, nove no corpo e quatro nas pernas, Dustin visou principalmente o rosto do oponente, alvo de 84% de seus ataques.

Oportunismo

No segundo assalto, os dois lutadores tiveram momentos de superioridade, mas posturas bastante distintas.

O ex-campeão ficou em posição de controle (no clinch ou no chão) por 1m49s - praticamente metade dos 4m05s de duração total do round -, mas foi incapaz de capitalizar, conectando apenas 4 de 6 golpes tentados neste período.

Quando uma cotovelada vertical ilegal aplicada por Alvarez fez com que o árbitro Marc Goddard colocasse o combate de volta em pé, no entanto, Poirier pressionou, atingiu Eddie e não deu espaços para sua reação, conectando nada menos que 65% dos golpes tentados - foram 34 os golpes significativos de Poirier no segundo e decisivo assalto.

Assim, o “Diamante” deu números finais à rivalidade, conquistou sua terceira vitória consecutiva no Octógono - com terceiro bônus pós-luta no processo - e se viu no direito de lançar um desafio ao campeão Khabib Nurmagomedov.

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