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Raio-x: treinadores analisam Holloway x Aldo I e revanche

29 de Novembro de 2017

Se você pedir para um grupo de pessoas analisarem a primeira luta entre Max Holloway e José Aldo, que aconteceu em junho de 2017 no UFC 212, a avaliação seria basicamente a mesma: o brasileiro dominou a primeira parcial, enquanto o segundo round foi mais parelho e o nocaute aconteceu no terceiro.

Mas o que será que os treinadores dos atletas pensam do primeiro encontro entre seus pupilos? A reportagem do UFC Brasil conversou com Dedé Pederneiras e Ivan Flores para descobrir isso, e também o que eles acham da segunda luta, que lidera o UFC 218 neste sábado (2).  

"Os dois primeiros rounds o Aldo ganhou bem", disse Dedé, principal técnico do brasileiro. "O terceiro estava equilibrado, e um soco entrou. Pode acontecer com qualquer um. Não desmerecendo o momento do Max Holloway, que é um grande atleta, mas ele conseguiu encaixar a combinação dele. Acho que o Aldo deu uma parada no momento que não poderia ter parado, a mão entrou e acabou".

"Definitivamente achamos que o Aldo venceu o primeiro round", declarou Flores, responsável pela parte de trocação do havaiano. "O segundo foi parelho, acho que poderia ter ido para qualquer um. Mesmo antes do nocaute, sinto que estávamos no controle no terceiro. A mudança na dinâmica definitivamente já tinha acontecido. Sentimos que depois que o Max passou algum tempo no cage com ele, ele ficou confortável e as coisas começaram a funcionar para nós".

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A parte interessante de uma revanche é saber que aqueles dois lutadores já dividiram um octógono por um tempo, e tiveram a oportunidade de estudar um ao outro e sentir o peso dos golpes e a velocidade do oponente. Mas, de acordo com Flores, um segundo encontro não é necessariamente vantajoso para os dois atletas.

"Existem prós e contras. Prós para ambos: eles já se estudaram. Já os contras acredito que pesarão mais para o lado do Aldo. Isso porque o Max já sentiu sua força, e ele a superou. O Aldo quebrou, e acho que isso ainda está em sua cabeça. Se o Aldo tivesse vencido aquela luta, ele teria mais vantagens. Mas com o Max derrubando-o e conseguindo o nocaute, acho que a vantagem é dele", declarou.

E então, o que esperar deste acerto de contas entre o brasileiro e o havaiano? Segundo Pederneiras, o confronto tem potencial para surpreender, não importa o resultado.

"Acho que porque o Aldo é um atleta mais rápido e com poder de nocaute, o casamento é bom para a gente. 'Ah, mas ele perdeu nocauteado da outra vez'. Tudo bem, mas até aquele momento era uma luta dura, que estava no terceiro round, e ele já tinha ganho os dois primeiros. É uma luta que pode acontecer um nocaute para um ou para outro no primeiro round, ou pode ter cinco rounds dominados por apenas um deles. Acho que é uma luta colada", disse.