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Top 10: Melhores lutas de 2017

07 de Janeiro de 2018

Uma grande luta é a tempestade perfeita. Coloque dois lutadores juntos e você nunca sabe o que vai acontecer, mas quando ambos tem a intenção de passar um recado e os estilos combinam, isso se torna mais do que uma competição atlética. Quando isso acontece, é a melhor coisa de todos os esportes.

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Aqui estão as 10 melhores lutas de 2017, continuando a temporada de prêmios não oficiais…

1 - Justin Gaethje-Michael Johnson

Serei honesto - eu estava prestes a me desapontar com a luta entre Justin Gaethje e Michael Johnson em julho. Com toda a expectativa ao redor da estreia de Gaethje no UFC e o peso de ter que corresponder às suas performances anteriores, não tinha como ele entregar. Mas ele entregou. Assim como Johnson, e assim que eles acabaram de atordoar um o outro e quase encerrar a luta em várias ocasiões, foi Gaethje que saiu vitorioso com um nocaute técnico no segundo round. Esta foi uma daquelas lutas que você mostra para os não-fãs se converterem, e é uma das raras lutas que posso assistir pela segunda vez e sentir a mesma emoção da primeira, mesmo sabendo como vai terminar. Em um mundo que usa o termo “guerreiro” com muita facilidade nos esportes, Gaethje e Johnson realmente fizeram por merecê-lo.

2 - Eddie Alvarez-Justin Gaethje

Justin Gaethje respondeu todas as dúvidas sobre sua migração para o UFC em sua vitória sobre Michael Johnson, então quando foi anunciado que ele lutaria com Eddie Alvarez, houve um louvor universal ao casamento que colocou juntos dois lutadores da velha guarda cujo objetivo não é apenas vencer, mas quebrar seus oponentes. E apesar de Gaethje ter sido quem entrou no octógono com um cartel invicto, foi Alvarez que buscou no fundo do seu coração a força para lutar através da dor e da adversidade para vencer Gaethje. Sim, isso pode ter soado um pouco melodramático, mas se você assistiu essa luta, você sabe exatamente do que estou falando. E se você não assistiu… vá ver agora.

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3 - Yancy Medeiros-Alex Oliveira

O UFC 218 foi um dos melhores cards do ano, e se você quer saber o quão bom foi o card que teve as vitórias memoráveis de Max Holloway, Francis Ngannou e Eddie Alvarez, veja a luta do card preliminar entre Yancy Medeiros e Alex Oliveira. Assim como Alvarez e Gaethje, Medeiros e Alex buscaram bem fundo para encontrarem algo que todos atletas dizem que têm, mas que apenas alguns realmente têm. Esse foi um forte lembrete de que é preciso um tipo diferente de pessoa para vestir luvas de quatro onças e lutar com alguém em um octógono, e parabéns a esses dois meio-médios por terem nos dado a luta que deram. Ah sim, Medeiros venceu por nocaute técnico no terceiro round. Isso diz o quão boa foi a luta - o resultado nem importa.

4 - Dustin Poirier-Anthony Pettis

No papel, Dustin Poirier x Anthony Pettis era uma volta aos tempos de WEC, e na realidade ela cumpriu todas as expectativas com esses dois pesos-leves veteranos indo com tudo como dois jovens ambiciosos em busca de um contrato com o UFC. E apesar de o final do combate ter sido um anti-clímax, quando Pettis sofreu uma lesão na costela no terceiro round, aqueles 12 minutos e oito segundos tiveram mais ação do que muitas lutas de cinco assaltos.

5 - Frank Camacho-Damien Brown

Se você está percebendo um padrão aqui, você está certo, eu tenho grande admiração por atletas cujo único objetivo é morder o protetor bucal e cair para dentro. Frank Camacho e Damien Brown se encaixam perfeitamente nessa descrição, e no duelo entre eles em novembro, deixaram tudo no octógono em busca da vitória. Quando tudo acabou, Camacho levou por decisão dividida, e uma vez que muitos acharam que Brown fez o suficiente para ter sua mão levantada, é pedir demais uma revanche em 2018?

6 - Tim Elliott-Louis Smolka

O chão é um lugar perigoso em uma luta de MMA. Caras como Tim Elliott e Louis Smolka fazem dele ainda mais traiçoeiro, e como prova basta olhar a vitória de Elliott em abril por decisão sobre Smolka. Por três rounds, eles se embolaram em uma luta que foi exaustiva de assistir, mas de um jeito bom. Esta é outra luta a ser mostrada aos não-fãs, aquele grupo de céticos que diz, “Cara, luta agarrada é um tédio”. Não nas mãos de Elliott e Smolka.

7 - David Teymur-Lando Vannata

Uma mudança de última hora para a vaga de luta co-principal do UFC 209 colocou os prospectos David Teymur e Lando Vannata em um lugar interessante em março, porque ninguém sabia como eles reagiriam a tamanha pressão. Na verdade, deixe-me reformular, porque se alguém sabia como crescer sob pressão era Vannata, que enfrentou Tony Ferguson de última hora em sua estreia no UFC. Então, como reagiria Teymur? Bem, aparentemente muito bem, já que recebeu placares de 30-27 dos jurados e conquistou a maior vitória de sua carreira. Mas não foi um domínio completo, os dois lutadores foram com tudo por 15 minutos e deram um show difícil de ser superado por Tyron Woodley e Stephen Thompson a seguir.

8 - Jessica Andrade-Angela Hill

Como em Teymur x Vannata, o duelo pelo peso-palha em fevereiro entre Jessica Andrade e Angela Hill foi unânime nos placares dos jurados para Andrade, mas eu garanto que se você perguntar à “Bate-Estaca” sobre o combate, ela vai admitir que foi uma luta dura. E que luta, com Hill mostrando sua impressionante técnica em pé enquanto Jéssica trouxe o estilo que fez muitos a compararem a Wanderlei Silva. Foi lá e cá o tempo todo, e apesar de a brasileira ter estado em vantagem, Hill nunca esteve fora de combate.

9 - Georges St-Pierre-Michael Bisping

Como alguém nascido e criado em Nova York, gosto de dizer às pessoas que não há nada como uma grande luta no Madison Square Garden. E Georges St-Pierre x Michael Bisping foi uma grande luta. Esqueça as grandes apostas envolvidas. Esse combate entregou de todas as formas. GSP veio e venceu o primeiro round como se fosse 2013 e não 2017, mas então Bisping reagiu e colocou GSP em apuros no terceiro, até que o canadense o derrubou e o finalizou naquele round. Coisa de alto nível de dois dos melhores no esporte. E na Mecca, sem mais.

10 - Julian Marquez-Darren Stewart

Alguns lutadores mostram uma graça quase sem esforço ao aplicar socos, joelhadas e chutes, e quando um oponente é nocauteado, isso quase perde um pouco do impacto. E então há Julian Marquez, que joga cada golpe como se estivesse tentando derrubar uma parede, e apesar de ter feito apenas uma luta no UFC até agora, aquela luta foi suficiente para fazer com que todos nós estejamos esperando por mais. Apesar de o estilo de Marquez geralmente resultar em vitórias por nocaute, quando ele tem um adversário disposto a dançar, que aguenta o castigo e gosta de trocar, como Darren Stewart fez em dezembro, é uma Luta da Noite que, surpreendentemente, não terminou em nocaute, mas em uma guilhotina aplicada pela “Crise dos Mísseis Cubana”.

Menções honrosas - Brian Ortega-Cub Swanson, Lando Vannata-Bobby Green, Darren Elkins-Mirsad Bektic, Chase Sherman-Rashad Coulter, Gregor Gillespie-Jason Gonzalez, Brian Kelleher-Damian Stasiak, Elizeu Zaleski dos Santos-Max Griffin, Nicco Montano-Roxanne Modaferri.

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